2 de junho de 2007

Los hermanos

Parece que andam meio brigados. Pelo menos é o que a mídia tem dito. A fotinha pesquei na net, pena que não achei o crédito.

1 de junho de 2007

Sexta-feira

Pelourinho, há 7 dias

31 de maio de 2007

No céu chuvoso

Lua azul, nesta quinta-feira, precisamente às 22h04. Conectem-se!
Chama-se Lua Azul a segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano. Ao contrário do que o nome sugere, a Lua Azul é associada a perigos e desvario, a desafios emocionais difíceis de viver que requerem humildade e despojamento a troca de sofrimentos dilacerantes. É considerada um acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, onde acontecem profundas purificações emocionais

No tabuleiro da baiana tem...


Pelourinho, sexta-feira passada, no adro da Fundação Casa de Jorge Amado

Think about 2


Think about


Puro vício

No artigo “Droga pesada”, o doutor Drauzio Varella, um ex-fumante, narra humilhantes demonstrações do domínio da nicotina sobre o usuário. “O doente tem um infarto do miocárdio, passa três dias na UTI entre a vida e a morte e não pára de fumar, mesmo que as pessoas mais queridas implorem. Sofre um derrame cerebral, sai pela rua de bengala arrastando a perna paralisada, mas não tira o cigarro na boca”. Durante 30 anos de profissão, em especial o tempo em que esteve no Hospital do Câncer, em São Paulo, doutor Drauzio chegou a presenciar várias vezes “doentes que perderam a laringe por câncer levantarem a toalhinha que cobre o orifício respiratório aberto no pescoço, aspirarem e soltarem a fumaça por ali.”

Você sabia?

Estrela do clássico Casablanca, Humphrey Bogart, morreu de câncer no esôfago aos 57 anos. Considerado um dos astros mais queridos de Hollywood, Bogart aparecia fumando em praticamente todas as cenas de seus filmes, envolto em uma cortina de fumaça, que reforçava o glamour da época. Até os anos 60, era chique fumar. Questão de charme. Quem não fumava, estava por fora. O cinema e a tv reforçavam essa idéia para felicidade da indústria do tabaco. Apenas na década de 70, a literatura científica tornou clara a relação entre o fumo e diversos tipos de câncer, como o de pulmão, esôfago, estômago, rim, bexiga, além de os tumores de cabeça e pescoço. Reconheceu-se que a cada três casos de câncer, pelo menos um era provocado pelo cigarro.

Dia Mundia Sem Tabaco

QUINTA-FEIRA, 31 DE MAIO. Iniciativa da Organização Mundial de Saúde em parceria com o Governo Federal com o intuito de sensibilizar o maior número possível de pessoas sobre os males causados pelo consumo do tabaco e seus derivados.

EXISTE 1,3 BILHÕES DE FUMANTES NO MUNDO. Desses, 88% desejam parar, mas apenas 3% conseguem se livrar da nicotina por conta própria, sem recorrer à ajuda médica ou terapêutica.

29 de maio de 2007

28 de maio de 2007

Quero provar

"Remedio chino es infalible"
[Mano Chao]

27 de maio de 2007

26 de maio de 2007

Refém da chuva

Lá fora chove. Muito. As ruas devem estar alagadas e a essa hora a Codesal já deve ter recebido umas 500 ligações de desabrigados direto das encostas que desabaram. Ontem de noite cheguei em casa encharcada. Dormi com o barulho da chuva, estava tão cansada. Soube que na Chapada essa madrugada deu 13ºC. Ui, o frio da Chapada é de doer o osso. Tenho uma teoria [furada, eu sei] que onde tem pedra e rocha, o frio é mais frio. Junta o frio do tempo com o frio que sai da pedra, fica frio-frio, entende? Não sei se o frio se propraga nos elementos da natureza e nos objetos que nem o calor, mas tenho impressão que a rocha é condutor de frio, assim como é de calor. Tenho que perguntar a meu pai, o físico. Acho que tá nevando na terra da Pró, lá em Santa Maria, no Sul. Mas ela disse que ontem fez sol, nada de chuva, embora muito frio. Jequié esfriou também... uns 20ºC. Imagina, um refresco na terra do sol. E eu aqui, de folga, entediada. Não gosto de chuva. Queria ir pra rua, passear. Alguns vão dizer: - ué, o qué qui tem? Você é de açúcar? Não vai pra rua só porque tá chovendo? É, querido. Só por isso. Não sou de açúcar, mas o trânsito deve tá uma merda, não tem nada pra mim lá fora. - Então vai ler um livro, toma um cafezinho quente pra animar. Eu não gosto de café e livro eu leio toda hora, em qualquer lugar, não preciso de chuva pra me concentrar. [Mania chata de relacionar livro com chuva. Livro é sem hora, chuva é tédio]. Hoje é minha folga, dia de desopilar, ir pra rua, passear. - Ah, então tá reclamando porque não tem um namorado pra curtir a chuva debaixo do edredon vendo filminho e comendo pipoca bem juntinho. Porra, que saco! Não é isso não, querido. Tô reclamando porque queria ir pra rua, ver a cor do dia sem me molhar, ver gente, passear com o cachorro, andar de patins, tomar um banho de mar. E com essa chuva, fora de casa, só resta shopping center. [Eca, não vou nem comentar!] Esse negócio de passar o dia, dentro de quatro paredes, a dois, é chuva, embora cama não seja tédio. Perdoe-me, meu affair querido, não é nada contra você, aliás, sou 100% você, mas eu queria ir lá fora, assim, com você. Eu, você e o mundo, mundo mundo vasto mundo. Você que não se chama Raimundo sabe bem o que digo. E tem mais: olha, namorado é um termo muito antiquado. As relações mudaram, o referencial é a globalização. Namorado é Guerra Fria, o muro caiu faz tempo... Melhor abrir a mente, não apenas pra não sofrer, como receita Gusma, mas sobretudo para viver. Atualize-se, vá ler Bauman em o Amor Líquido. Mulheres são Bonecas Russas. Pelo menos eu sou. E gosto muito de ser.

23 de maio de 2007

Imperdível

Saramago no Jornal da Globo.

22 de maio de 2007

Go shopping, ô no!

Pronto, as portas do trambolho finalmente foram abertas. Agora não tem mais jeito. Está consolidado, ou melhor, inaugurado. Vou ter que engolir o shops novo mesmo a contra gosto. É, queridos, engolir. Não me vem outra palavra nesse momento. É engolir mesmo, enfiar goela abaixo com um suspiro só, que nem remédio amargo pra vê se desce rápido.

Porque aquilo ali não é uma construçãozinha qualquer, um brinquedinho estilo lego, desmontável. É grande feito a porra, sólido, imponente. Vai de uma ponta a outra, vejo de camarote da janela da redação e desde o dia que o primeiro tijolo foi colocado me incomoda muito aquele mega estabelecimento comercial.

Abriram pistas, viaduto foi erguido, mudaram rotas. Juraram melhorias. E o mais impressionante: o trânsito na avenida Tancredo Neves continua fatídico. Por tabela, a ACM, a Marcos Freire, a entrada do Stiep, a Magalhães Neto e as alamedas do Caminho das Árvores, aquelas que têm nomes de árvores. Uma merda, angustiante, irritante, sufocante. Engarrafa a qualquer hora, tanto faz ser 10 da noite ou até mesmo num belo dia de domingo. Trava tudo, é um saco, congestionamento no mais perfeito sentido da palavra. Não passa nada... Quer dizer, eu passo, todo dia pra ir e vir do trabalho. Meus nervos agradecem.

Ainda tem umas duas faculdades ali perto, um monte de prédio empresarial, mais umas duas ou três lojas de decoração, uma casa do comércio, uns três bancos, dois hospitais, dois restaurantes chiques, um jornal, e mais o que? Um shoppingzão, o Iguatemi. O primeiro de todos. Ah, tem também o Sumaré. Menor porte, tudo bem, mas não deixa de ser shopping. Pergunto: não tinha outro lugar pra construir essa merda não? Tinha que ser ali, logo ali, onde as coisas já não fluiam muito bem? Não podia ser lá pras bandas da Paralela não? "Não, não pode. Lá já vai ter outro", pelo menos foi o que me disseram.

Haja lamento dentro dos carros - motoristas descobriram uma forma rápida de fazer úlcera, enquanto os pedestres dentro dos ônibus seguem não menos irritados. Por falar nisso, outro dia, do alto do busú, em pleno trancamento, distraída na janela com ar de fim de expediente, vi um carinha apertando um baseado num corsa prata. Assim, de paletó e gravata, palm top largado no banco solitário do carona. Nada mais que uma válvula de escape, um passatempo em meio ao caos viário. Invejei a condição privilegiada daquele sujeito, não vou mentir. A mim me restou aumentar o volume do iPod. Não bate onda, mas funciona que é uma beleza, it makes you fly away.

Dizem que é lindo, super chique. Da porta dá pra perceber. Eu ainda não fui, não tive coragem. Vou acabar indo, eu sei. Mas agora, logo assim de cara, não. Não quero deixar meu dinheiro ali, sim, porque shopping nada mais é que um lugar feito especialemente pra se apropriar do dinheiro dos outros, fazer o cara gastar, consumir. Você entra, dá duas voltinhas, e se não for esperto, quando cair na real, já se foi uma quantidade considerável de dinheiro direto pro bolso do lojista. É promoção, liqüidação: enganação - salvo as situações cujos gastos correspondem a necessidades reais. Fora isso, é sedução.

Cá com meus botões, matuto mais uma vez: Salvador, capital do desemprego, segundo o IBGE, apenas 10% da população tem renda mensal fixa acima de R$ 1,6 mil e o povo todo assim... delirando com o shopping novo, ávidos para gastar o que nem têm, consumir, babar, pré-datar na mais nova maravilha da cidade. Credo, que deslumbramento idiota! Quando passei na porta, na volta para casa, e vi aquele mundaréu de gente e carro seguindo feito comboio de peregrinos em dia de romaria, tive vontade de abrir o vidro do carro e soltar um berro: Vai, gente! Vai pra casa, pensar na vida! - Ok, ok, ok. Calma, não fiz isso não, já passou o surto nervoso e vou até assumir baixinho: sou uma ranzinza.

Na academia, o assunto do dia era o tal. A recepcionista se perdeu no engarrafamento. A aula de power jump ficou vazia - o professor disse que o povo tava lá, no shopping. Duas mocinhas chegaram decepcionadas na aula de step: não conseguiram passar o cartão em nenhuma loja, sistema fora do ar logo no primeiro dia, ó que pena!

Soube que Saramandaia desceu em peso. Isso eu não vi, apenas ouvi falar, por sinal, achei ótimo. Saramandaia go shopping. O pessoal da redação se diz contente. "É que agora tem mais uma opção de almoço". Talvez seja melhor comer papel [como sugeriu Seo Ari outro dia].

A bruxa*
Carlos Drummond de Andrade
Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.

Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído anunciou vida ao meu lado.
Certo não é vida humana, mas é vida.
E sinto a bruxa presa na zona de luz.

De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto...
Precisava de um amigo, desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.

Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?

E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse neste minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.

Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e clama.
Porém, a essa hora vazia
como descobrir mulher?

Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.

Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidênciaexalando-se de um homem.
(*) Bom de ouvir feito confissão de quem quebra o silêncio da madrugada com sussurros

A velocidade da mente
não dá conta das sutilezas da emoção

18 de maio de 2007

Salúber

Ô semaninha cansativa nem deu tempo de dormir direito. Não restou nem uma gotinha de energia pro sabadão de folga

13 de maio de 2007

Vício

Tem gente que tem a alma pequena. Vive presa a atitudes inferiores como mentira e falta de caráter. Tem gente que não sabe amar nem nunca terá o prazer de ser amado - melhor se conformar logo com as migalhas largadas naquela esquina. E isso não é agouro. A vida é assim: tudo é vai e volta. Ação e reação na mesma intensidade de modo perfeito. Quem cultiva a discórdia semeia tempestade, não é de hoje. Quem carrega amor no coração vive em paz sem preocupação, tão bão! Felizes os que acordam dispostos a viver sem precisar atravancar o caminho de ninguém. Inferiores os que nem dormem ou então consomem boa parte do tempo arquitetando artimanhas mirabolantes baseadas em pensamentos oxidantes, chega a ser apavorante. Cúmplices os que passam a mão na cabeça e fingem não enxergar a carga negativa impregnada na essência alheia - cuidado pra não ser o próximo petisco. Estúpida perda de tempo! Desgaste inútil, consumação repugnante, atraso de vida, compra de karma. Estou certa de que não existe nada mais digno nessa vida do que ter a alma limpa. Sejamos passarinhos, amém!

12 de maio de 2007

A gente nunca sabe
o pedaço da vela que ainda resta acesa
[Tia Dora, sobre a brevidade da vida]

8 de maio de 2007

Myself por Freud

*Para os que não compreendem a forma como os meus amores são eleitos e também para os que, devido a atitudes aparentemente incoerentes, questionam a intensidade dos meus valores. Não se engane, é tudo muito mais sério, mais elevado, que aparência displicente*

Meu amor, para mim, é algo de valioso, que eu não devo jogar sem reflexão. A máxima me impõe deveres cujo cumprimento devo estar preparado e disposto a efetuar sacrifícios. Se amo uma pessoa, ela tem de merecer meu amor de alguma maneira. Mas, se essa pessoa for um estranho para mim e não conseguir atrair-me por um de seus próprios valores, ou por qualquer significação que já possa ter adquirido para a minha vida emocional, me será muito difícil amá-la.

Na verdade, eu estaria errado agindo assim, pois meu amor é valorizado por todos os meus
como um sinal de minha preferência por eles, e seria injusto para com eles, colocar um estranho no mesmo plano em que eles estão. Se, no entanto, devo amá-lo (com um amor universal) meramente porque ele também é um habitante da terra, assim como o são um inseto, uma minhoca ou uma serpente, receio então que só uma quantidade de meu amor caberá à sua parte – e não, em hipótese alguma, tanto quanto, pelo julgamento de minha razão, tenho o direito de reter para mim.

O mal estar da civilização

6 de maio de 2007

Domingo 2

Debaixo da lua na Praia do Flamengo

Domingo


- Vai um coco?
Praia do Flamengo, por volta das 14 horas.

Sábado 2

Percorrendo caminhos tarde da noite

Sábado

Refresco mental com Gabo en español. Aleluia, umas 4 da tarde

Sexta

A caminho de um chop na melhor das companhias

28 de abril de 2007

Gift

Pra não dizer que nunca ganhei flores, essas belas tulipas chegaram direto da Califórnia em plena sexta-feira, exatamente quando a noite, embora embalada pelo trompete de Miles Davis, parecia não ter cor. Não posso dizer que senti o cheiro, mas meus sentidos brilharam tal qual aconteceria caso fosse possível tocá-las. Presente de Robertinho, o amigo peregrino. Lamento não poder colocá-las em um belo vaso com água na estante do quarto ou no console da sala. Lamento também não poder desfilar por aí, com o arranjo debaixo do braço, como fazem as moças, quando surpreendidas por um motoboy que entrega flores no trabalho. Anyway, estou contente, são lindas! A amorosidade do remetente foi capaz de quebrar a frieza dos pixels and bytes.

27 de abril de 2007

Talvez
seja luz na luz
e o branco
não passe de ilusão
[William Shakespeare]

24 de abril de 2007

A forma certa

Atualizado em 28/4*
Em plena terça-feira. That's right!
(*)Bom, vou recapitular esse post. Os rapazes da foto [viu, Clarissinha?] são personagens desconhecidos. Embora sejam muy guapos, não tive oportunidade de trocar nem duas palavras com essas figuras e isso realmente é lamentável. Ossos do ofício! Na verdade, essa foto tem uma única intenção: sofram, meus caros amigos peões, escravos de prazos e patrões, vale também para os que são escravos do próprio negócio. Sofram, porque é dia de semana e, enquanto vocês mofam num escritório lacrado por vidros fumê e ar condicionado empoeirado, na tentativa de se matar de trabalhar para garantir a propriedade, o que não é de surpreender visto as enormes vantagens que ela oferece [vide Oscar Wilde em A Alma do homem sob o socialismo], há quem tenha o privilégio de desfrutar o aconchego salutar de uma praia deserta em plena terça-feira. Sofram, meus caros, porque eu sofri, a começar pela calça jeans, que me apertava o quadril no momento desse clique. Sobre meu estado de [in]satisfação com meus prazos e meus patrões não preciso nem prolongar a conversa. Portanto, só pra esclarecer, essa foto é destinada a todos aqueles que não vêem nem o dia mudar de cor, aqueles que não têm hora para almoçar. Pessoas que folgam quatro vezes no mês, criaturas atormentadas com seus empregos mas que mesmo assim não conseguem larga-los. Sofram. Talvez, no futuro, você seja um aposentado safenado ou então tenha alguma lesão por esforço repetitivo e talvez a praia, ao invés de deserta, tenha um [eca]resort acéptico, padrão cinco estrelas, puro luxo, onde você poderá gastar suas economias em um amargurado fim de semana com o companheiro não-adequeado e os três filhos problemáticos. É isso, queridos. Fiz a foto só para dizer que "viver é o que há de mais raro neste mundo . Muitos existem, e é só" [Oscar Wilde, mais uma vez].

20 de abril de 2007

16 de abril de 2007

Me gustas tú

¿Qué horas son mi corazón?Te lo dije muy clarito Doce de la noche en la Habana, Cuba Once de la noche en San Salvador, El Salvador Once de la noche en Managua, Nicaragua Me gustan los aviones, me gustas tu. Me gusta viajar, me gustas tu. Me gusta la mañana, me gustas tu. Me gusta el viento, me gustas tu.Me gusta soñar, me gustas tu. Me gusta la mar, me gustas tu. Que voy a hacer, je ne sais pas. Que voy a hacer, je ne sais plus. Que voy hacer, je suis perdu. Que horas son, mi corazón. [pra ouvir alto qualquer hora do dia]

15 de abril de 2007

Efeito "Cê"

Eu acho engraçadoQuando um certo alguémSe aproxima de mimTrazendo exuberânciaQue me extasiaMeus olhos sentemMinhas mãos transpiramÉ um amor que eu guardo há muitoDentro em mimE é a voz do coração que canta assimAssimOlha, somente um diaLonge dos teus olhosTrouxe a saudade do amor tão pertoE o mundo inteiro fez-se tão tristonhoMas embora agora eu tenha pertoEu acho graça do meu pensamentoA conduzir o nosso amor discretoSim, amor discreto pra uma só pessoaPois nem de leve sabes que eu te queroE me apraz essa ilusão à toa [pra ouvir na voz de Caetano]

8 de abril de 2007

Bom de ver:

CUBA BY KORDA, no The Washington Post digital

CRISIS IN DARFUR EXPANDS, no The Washington POst digital

PÁSCOA PALADAR, no Estadao.com

DESASTRE AMBIENTAL NO RECÔNCAVO, no A Tarde On Line

6 de abril de 2007

Páscoa!

Hoje, plantão na redação

5 de abril de 2007

Oração

Lua cheia
dê-me sua beleza
Encha meu espírito de leveza
Leve minha mensagem
a quem muito me interessa
E como reconhecimento
comprometo-me a admirá-la
Para sempre
sem esquecê-la um único dia

"The heart is the size of a closed fist and shaped as a pear with it small end pointing down. It's the organ that symbolizes love. It follows the rhythm of emotion. Normally, in a adult, the heart beats 60, 70 times per minute. When someone is in love their heart beats much faster. It can go uo 100 beats without then even noticing it. The heart is the last onde to die. It keeps beating even when it's taken out of the body, even when the loved one goes away, even when you don't want to ache anymore. You're no long in command when you fall in love. When your heat beats fast for another person, you're not in charge anymore. The heart takes charge. People do not know why they fall in love. They're simply overwhelmed. Sometimes they become ludicrous or confused, sometimes even dangerous." [Manuale d'Amour, filminho italiano bom de ver]

3 de abril de 2007

Bom Jesus dos Pobres





Ontem, assim que amanheceu

1 de abril de 2007

Cinema de língua hispana

Maria Cheia de Graça. Colômbia, 2004.


Bom de assistir. Só a atuação segura de Catalina Sandino Moreno (Maria) já faz valer o filme. A personalidade intrépida conquista, mas o final sem ser 'politicamente correto' me fez ter "raiva" de Maria. A quem interessar, bom também para aprender a engolir papelotes de cocaína. O diretor (Joahua Marston) caprichou nos detalhes. Fotografia confortável aos olhos.




Clube da Lua. Argentina, 2004.


Lindo, lindo, lindo! Vale pela história, pelos personagens e seus diálogos dramáticos, porém engraçadíssimos. Vale também pelas cenas bem produzidas e dirigidas. Ameaçado pela falta de clientes, o clube Avellaneda enfrenta uma grande crise, os fundadores se unem para evitar o pior: a transformação do clube em um casino. Vá ver, porque contando a história assim por alto não parece tão interessante.



Habana blues. Cuba, 2005

É fraco. Não fosse a música, daria sono. História batida de dois músicos em busca do sucesso com final previsível. É aquele tipo de filme que vale pelo cenário por ter sido rodado em Cuba. Dá pra ver um pouco das ruas, os prédios, os automóveis... enfim, dá pra se inteirar um pouco da rotina dos habitantes da ilha caribenha. E só. Ah!!! Vale também beleza dos dois protagonistas. Ruy y Tito son muy guapos.

31 de março de 2007

Música!

Peço licença a Jorge du Peixe para me apropriar intuitivamente de cada verso desta canção

A ILHA. Amanhã bem cedo a vida vai levantar e quem quiser ir também vai ter que se apressar. Pois os passos respiram, o que a hora faz andar. E a vontade empurrando tudo isso pra acordar!
Que provando os sabores e odores dos melhores momentos, não sejam em vão. Guardados na cabeça os rastros do tempo deixados ali no chão. A carne é fraca e o corpo uma ilha a procura do sol. A noite vem vindo e amanhã tudo de novo. Quem vai até o amanhecer, mais um amanhã e lembrar de não esquecer quem são, quem vai. De quem foi e de quem fez andar tudo que ainda vai fazer lembrar. Quem foi? Re- iniciei o dia, salvei as horas, garantindo o amanhã... E a malicia do tempo atiça o vacilo e a caida na tentação...

Sei não...

Tem gente que é besta. Parece até que vive em outro mundo. Tá com a agenda cheia de prazos e compromissos, mas faz questão de estacionar na biblioteca hispanica pra pescar versos de Neruda. E quando termina a lição do dia com a professora galega é capaz de dizer que o melhor da aula é dar de cara com o pôr-do-sol multicolorido do Rio Vermelho.

26 de março de 2007

Simples assim


Estou velha. Sou de outro tempo. Sou uma balzaca de há muito. "Descobri" quando vi essa imagem. Tudo porque amo escrever carta. E enviar também. É muito bom. Mas, me falem: há quanto tempo você não escreve uma carta? Desde que o e-mail entrou em nossas vidas, as cartas praticamente foram extintas, caíram em desuso. Mas de vez em quando é tão bom receber uma mensagem escrita a mão. É ou não é? Encontrei este anúncio que fala com a gente: para realmente tocar alguém, só mesmo mandando uma carta. Beijos saudosos, Regina de Sá


Respondo: Também me sinto de outro tempo. Tenho paixão por cartas. Lembro de ter rabiscado algumas nos últimos tempos - duas cheguei a enviar. Só não lembro qual foi a última que recebi. Acho que foi no colegial, de uma amiga. Faz tanto tempo... De lá pra cá a minha caixa do correio é cada dia mais insossa: só tem conta, promoções ilusórias do cartão de crédito e propagandas de supermercado. Um amontoado de papel frio. Coisa mais sem graça. Bom mesmo é ser surpreendida por uma caligrafia impregnada de sentimentos. Sinto falta. Já não sei o que é receber uma carta.

Domingo

E tudo se acalma no conforto de um abraço. A semana em que fiquei pra trás, ganhei uma música, surgiu um sócio, escolhi uma nikon, falou-se de viagens, e, ainda assim mantive a cordialidade acima da acidez, chega ao fim com uma carinhosa despedida. Meu amigo padre, o Robertinho, peregrino jesuíta, fotógrafo, boa gente, trocou Salvador por Taipei. De malas rumo a China, o padre agora vai pedir benção em mandarim ao Senhor do Bonfim. O sorriso tenso acompanhado de palavras e gestos afetivos me fez ter certeza de que passará um bom tempo até nos reencontrarmos. É que a Ásia é distante e a caminhada escolhida pelo rapaz não tem linha de chegada. Já consigo sentir falta do padre. Mesmo com contatos nem tão freqüentes... a distância agora é maior. Não é apenas uma viagem... trata-se de uma longa caminhada. Às vezes fico a pensar como a vida de cada um toma rumos tão distintos. Eu que nem sou católica tenho um amigo padre, que já foi piloto, já teve namorada, já morou na França. Que me conquistou em menos de 24 horas e me levou para uma profunda viagem a um pedaço da Amazônia. Na minha lembrança, ficam as canções feitas pelo padre, em especial as que tive oportunidade de ouvir tocadas pelo próprio. Música para quem se entrega às pessoas. Boa viagem, meu amigo!

24 de março de 2007

Sábado

Como é bom dormir até tarde, sem compromisso para levantar. Tinha até esquecido o quanto é prazeroso ter o sono prolongado pela vontade do corpo.

23 de março de 2007

Sexta-feira

Um pierrot retrocesso
meio bossa nova
e rock'n roll
Estado de espírito, hoje

22 de março de 2007

Quinta-feira

Bito, o Retirante, de passagem pela redação baiana.

Dia Mundial da Água

En Kenia el agua es más cara que la Coca-Cola (Agência Efe)

El alcalde adjunto de Nairobi, Waititu Ndungu, ha denunciado en el Parlamento Europeo que la Coca-Cola es más barata que el agua en Kenia y que la mayoría de la población no tiene dinero ni siquiera para comprarse uno de esos refrescos. Ndungu se refirió además a la paradoja de que su país está situado junto al segundo lago más grande del mundo, el lago Victoria y junto al río Nilo.

El representante municipal de Nairobi ha trasladado esta situación a los más de 600 participantes en la primera Asamblea Mundial de los Representantes Electos y los Ciudadanos por el Agua (AMECE) en el Parlamento Europeo. A este evento asisten autoridades, expertos y representantes de la sociedad civil de más de 80 países, entre ellos Bolivia, Brasil, Uruguay, Chile, Argentina, México, Colombia, Honduras, Perú y Ecuador.

El objetivo de la asamblea es debatir y presentar propuestas para mejorar el acceso al agua de los más de 1.100 millones de personas que carecen de ella, lograr que se declare derecho fundamental y plantear fórmulas para frenar su uso comercial por parte de empresas privadas.

Um bom dia eloqüente

"É rapidinho,
só pra dizer que
te quero bem..."
Seu Álvaro, hoje

20 de março de 2007

Então, o show

A todos que me perguntaram, foi sublime!
E por tal adjetivo entende-se: situações moralmente irrepreensíveis, algo digno de admiração. Intelectualmente irretocável, perfeito.
Chico ocupa posição distinta em relação a outros cantores.
As canções... ah, as canções... elas despertam sentimentos nobres. Confesso que boa parte do repertório me pegou despreparada. Considerávelmente atormentada. Difícil não se encaixar à toa nos versos de Palavra de mulher. Fácil sentir consolo tal qual ombro de amigo ao ouvir os primeiros acordes de Futuros amantes. Alegria com Dura na queda. Embalo com Ode aos ratos. Nostalgia com João e Maria. E pensar que isso foi só um pedaço do show... sinceramente, inesquecível.

Terça

Ainda em análise.

19 de março de 2007

Segunda

Com auxílio do Aurélio, digo:

Ó monstro fabuloso, com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. Produto da minha imaginação, fantasia, utopia, sonho. Quando não, as quimeras do amor. Mas a arte, o lar, três filhos, Antonio? Embora! Quimeras, bola de sabão. No vazio revela-se: incoerência, incongruência. Absurdo, por que não?

18 de março de 2007

Domingo

ôôÔÔÔÔÔÔÔÔôôôÔÔôÔôôÔô
Mais uma quimera...

17 de março de 2007

Mítico

Rio de Janeiro, 1980. Autor desconhecido.

Amplo

Pela legalização da maconha, sim - embora declare não ser usuário da planta. Sobre outras drogas, diz ter escapado da heroína. "Nunca me piquei". Foi "só" no básico: fumou, cheirou, tomou ácido. Mas largou tudo isso "faz tempo". Não que Chico tenha virado um monge tibetano alheio aos vícios mundanos. Parece que esse lance de ficar de cara não é com ele. Confessa que eventualmente pode até fumar um aqui e ali. Uso ocasional, nada que o torne um legítimo maconheiro. "Não sou adepto". Por sofrer de insôcia, já foi recomendado uso regular da cannabis para dormir. "Mas não dá certo", afirma. Os efeitos psicoativos do THC não batem no artista. "Não me dá leseira, nem larica. Me deixa excitado. Aí eu preferi a cocaína, mas parei também", garante. Quanto a legalização da maconha, Chico é fiel seguidor da corrente que vê a ilegalidade como fator de promoção da violência devido ao narcotráfico. Ele explica: "No Brasil, nos países pobres, principalmente, a quantidade de vítimas que o tráfico de drogas faz é muito maior que a de vítimas das próprias drogas. No Rio, moleques de nove, dez anos já estão cheirando cocaína, porque manejam, vendem cocaína. Envolve às vezes uma quantidade muito grande de crianças, adolescentes, acaba com a vida dessa gente, morre gente pra burro. Fora a violência toda que o próprio tráfico vai desencadeando". É claro que você não pode pensar em liberar abertamente o consumo de drogas se não tiver um interesse internacional. Senão, cria-se um problema. Você pode ir a Amsterdã e fumar sua bagana e tal, mas não pode sair de lá com o negócio. Se produzissem legalmente cigarros de maconha, se fossem vendidos nas tabacarias, no Brasil, como aliás digo numa música, não vejo que o dano... quer dizer, haveria, claro, um problema de saúde pública, como com o cigarro, como com as drogas farmacêuticas, o consumo de álcool".
Em tempo: a musica é "Outros Sonhos"

Belo, charmoso, elegante


Foto: Bruno Veiga. Tirada do CD "Carioca"

Insone

Isolados no Olimpo, artistas sofrem como qualquer mortal. A diferença é que da angústia brota arte. Chico não sabe dormir. Principalmente a seco - embora declare não ser viciado em ansiolíticos. "Simplesmente não dá, você deita e não consegue". Não sei o que é isso. Sou daquelas que deitam e apagam a qualquer hora do dia. Agora mesmo estou tumbiando de sono por ter passado boa parte da madrugada plugada ajeitando este blog. E uma noite perdida me cai como um raio na cabeça. Mas os Olhos Verdes ficam abertos noites a fio... aí vem um verso... um lembrança da infância com uma melodia chilena cantarolada pelo pai... um pouco de vinho... um rabisco perdido na mente agonizante... mais um gole de vinho. As horas passam... passam... a segunda garrafa está prestes a secar... a falta de conclusão torna o trabalho obsessivo. "Para começar a escrever uma canção não precisa de um motivo forte. O motivo às vezes não é forte em si, mas acaba se tornando forte pela obsessão. Me questiono: O que eu faço com isso? Tenho de fazer uma música. Mas não sei por que aquilo apareceu na minha cabeça. E não sossego enquanto não transformar em canção, em verso", explica. Enfim, o dia amanhace. Chico padece. "Não sei como se faz para dormir". Explicado o grande charme do poeta: o par de olheiras eternamente gravado debaixo do par de contas verdes.

Modesto

"Na hora de produzir
você sai do zero,
não do pódio.
Quando vou escrever
não sou nada"
[Chico Buarque de Holanda]

Né, não?

Edição 144 da Trip

Fabuloso

O sol ensolarará e estrada dela
A lua alumiará o mar
A vida é bela
O sol, a estrada amarela
E as ondas, as ondas, as ondas, as ondas
[Dura na queda]

Ele, o poeta


Por João Wainer

Finalmente!

Caríssimos leitores: este blog trocou o luto por um biquini branco de lacinho. E para celebrar em grande estilo a estréia do novo layout, entra no ar uma singela série sobre Chico Buarque de Holanda. É que "ando com minha cabeça já pelas tabelas" ansiosa para que domingo chegue bem rapidinho. As duas últimas semanas foram motivadas pelo CD "Carioca". O reflexo da inspiração está aqui em cada pixel desta página. Os textinhos "Amplo", "Insone" e "Modesto" são uma cozinha da genial entrevista feita por Fernando Eichenberg, em Paris, para a edição 144 da Trip. Espero que gostem da mudança no visual. Os posts anteriores continuam nos arquivos. Fiquem a vontate, divirtam-se!


16 de março de 2007

Por trás

Curiosos empendurados para ver o incêndio. Ontem, no Itaigara

Passou...

Dia da mulher, no Pelourinho

8 de março de 2007

Em tempo 3

Night shift, a música que martela meu juízo desde domingo a noite.

The sun shall not smite i by day/Nor the moon by night/And everything that i do/Shall be upfull and right/And if it's all night/It got to be alright /Your mamma won't lose this one/You're the lucky one, under the sun/If you make me move/Then you know you got the groove/All night, it's alright/All night yeah! it's alright/Working on the forklift, in the night shift/Working on the night shift, with the forklift/From a.m. to p.m. /Working on a night shift yeah!/Well if it's all night/Warehouse, you're empty yeah!/Right around the corner/Bring your goods/Go around the other corner/Bring your suitcases/By the sweat of my brow/Eat your bread /All night, alright

BOB MARLEY!!!

Em tempo 2

O eclipse sábado a noite foi o máximo. Com direito a vista privilegiada na praia deserta – o grande desejo do final de semana; possível de realizar apenas de noite, quando sobram apenas os gaiamuns na areia. Aliás, acabo de me dar conta que tive um final de semana lunar.

Em tempo

72 horas sem internet na minha residência. Pense num ser humano prestes a subir pelas paredes. Sim, sou heavy user. Dependência total. Ou melhor, necessidade de fazer uso constante diariamente. No trabalho e em casa. Até mesmo porque são momentos bem diferentes. Ocorre que toda noite, pra lá das 22 horas, a história se repete. Não tem livro, música, tv, diálogos ao telefone, brincadeiras com o cachorro que dê jeito. Por mais que me ocupe com outras atividades o fato de estar desconectada me faz sentir... assim... meio incompleta.

3 de março de 2007

2 de março de 2007

Desejo do dia

Uma sessão no planetário...

1 de março de 2007

Poesia

Meu "eu lírico" nesse exato momento.
Árvore fossilizada. Local: Mata, RS
Foto: Charles Guerra, fotógrafo gaúcho, aluno da Pró.

27 de fevereiro de 2007

Retrato


Safira, Luna e Boris.

Doutor, ando meio cansada, meio estressada...

"Evolutivamente, o homem não foi preparado para suportar o grau de tensão contínua e constante a que está exposto todos os dias. Ao deparar-se com a fera ameaçadora, o homem primitivo matava-a ou fugia. De volta à caverna, relaxava e recompunha o equilíbrio orgânico e emocional indispensável para sua sobrevivência. Hoje, o direito a essa pausa revigorante desapareceu da vida das pessoas. Mergulhadas nos compromissos e problemas, a maioria nem se dá conta de quanto o corpo reclama dessa agressão permanente. Recomendar mudanças no estilo de vida pode parecer utopia. No entanto, se esse processo não for interrompido os males causados à saúde e à qualidade de vida podem tornar-se irreversíveis." [Drauzio Varella]

Eu hein!!?!

No ônibus lotado, após a aula de ginástica, vejo no trapézio de uma moça letras delicadamente tatutadas. Aperto os olhos na tentativa de entender o que aquela grafia quer dizer. Me espanto com a mensagem: Esporte Clube Vitória. Achei que era vertigem devido ao cansaço resultado dos 100 minutos de Power Jump com Body Atack somado aos 43 minutos que permaneci encostada no poste aguardando a minha vez de voltar para casa. Vertigem coisa nenhuma. Lembro, inclusive, de ter fotografado no carnaval passado um chicleteiro que leva gravado no antebraço esquerdo o nome do ídolo, Bell.

26 de fevereiro de 2007

Oscar 2007

Melhor fotografia:
Dália Negra, Filhos da Esperança, O ilusionista, LABIRINTO DO FAUNO (Guillermo Navarro) e O grande truque.

25 de fevereiro de 2007

Direto da redação

Domingo não é um bom dia para trabalhar.

Ontem

E no céu de poucas estrelas surgiu uma lua crescente cor amarelo ouro sobre as águas da Baía de Todos os Santos...

24 de fevereiro de 2007

Parabéns, Safi!

Safira vem do grego e significa azul. Talvez não haja outra cor no arco-íris que defina com tanta precisão a personalidade da minha única e querida irmã, Safira. É do azul que vem aquele misto de monotonia com harmonia. Sem falar do bom humor regado por comentários ácidos prestes a ser disparado a qualquer momento, o que não impede que a situação seja encerrada com um largo sorriso. Aliás, sorrisos são constantes em Safira. Pisciana, filha de Áries com Virgem. Irmã de Aquário. Uma pessoa genuinamente tímida. Aquele olhar vago e enternecedor, seguido de gestos doces e delicados, completados por um único comentário extremamente sensível - mas, quem diria, surpreendentemente na mosca. Por vezes a vejo assim, na natureza poética de Peixes. Por vezes também a vejo braba e ranzinza, especialmente, comigo. Como é atrevida! Gostamos de trocar tapas e farpas, muitas vezes, fruto dos oito anos de diferença. É que uma não tem paciência com a impaciência da outra. É que uma quer se esbaldar em gargalhadas às 2h da madrugada, enquanto a outra deseja, piedosamente, sob o mesmo teto, ouvir o silêncio. Também não gostamos de saborear a mesma culinária e há ainda uma grande divergência musical entre nós. Mas do que adianta? Diferenças insignificantes diante da imensidão que nos une. Se você não existisse, Safira, certamente a minha essência estaria resumida a um vazio sentimental. Eu não seria o que sou e não haveria em mim tudo o que você acrescentou e adiciona a cada dia na minha vida desde o seu nascimento. Feliz 15 anos, irmã!

23 de fevereiro de 2007

Pós carnaval

Silêncio, por favor.

22 de fevereiro de 2007

Terça-feira

CARNAVAL 2007

"Le cose belle sono lente" [Pane e Tulipani]

21 de fevereiro de 2007

A cena

CARNAVAL 2007

Balanço final: três homicídios. Foto: Walter de Carvalho.

O texto

CARNAVAL 2007

Comemorando o crime
Clóvis Rossi - crossi@uol.com.br (Folha de S. Paulo, hoje)

Digamos que tenha havido, na sua cidade, em meros três dias, uma seqüência de 41 assaltos a ônibus, 17 deles no formato de arrastões praticados por grupos de até 30 homens armados. Você, provavelmente, mesmo que não tenha sido vítima direta de nenhuma das ocorrências, ficaria indignado, assustado, amedrontado ou uma mistura de todas essas emoções. Bom, se você teve uma reação normal, azar seu: está eliminado de qualquer possibilidade de, algum dia, candidatar-se ao cargo de comandante-geral da Polícia Militar, ao menos na Bahia. Sim, porque, na capital baiana, durante o Carnaval (e até a tarde de segunda-feira), ocorreram de fato 41 assaltos a ônibus, 17 deles tomaram de fato a forma de arrastões -e ainda houve o apedrejamento de 187 ônibus. Como se fosse pouco, um passageiro foi jogado pela janela do ônibus em movimento e está internado com ferimentos graves. Muito bem. Qual a reação do comandante-geral da PM, coronel Antônio Jorge Santana? "Só temos a comemorar", afirmou o coronel, segundo o relato de Luiz Francisco, da Agência Folha em Salvador. O comandante ainda acrescentou: "Estamos com uma polícia atuante, trabalhando equipada com celulares, câmeras e helicópteros, para trazer mais segurança e tranqüilidade para o folião baiano e turistas". Ah, o número de ocorrências registradas em três dias (até domingo de manhã) havia sido de 1.280 (uma a cada três minutos). Se essa é a noção de "polícia atuante", se essa é a noção de "segurança e tranqüilidade", se 41 assaltos a ônibus são motivos para comemorar, é porque as autoridades brasileiras perderam completamente o rumo. Ainda bem que hoje é Cinzas, e Cinzas não dá motivos para mais "comemorações".

A cobertura

CARNAVAL 2007

Repórter Carminha acompanhou cada detalhe da festa momesca.

A foto

CARNAVAL 2007


Sábado, na Barra

O momento

CARNAVAL 2007



Vida Boa* (Fausto Nilo e Armandinho)
Lua no mar /Vendo a canoa passear/A vida boa passa do real que há/Coração/Será que tá boa?/Na paz, depois/Depois da paz/Eu quero paz/Aonde o sonho vai, meu sonho vai/Meus sonhos vão/E a parte quente de repente tá na mão/Meu coração/Você que faz a minha vida variar/Tá na luz que passa pelo ar/Passa também pelo seu olhar/Ai, morena, faça o que eu sonhar/Que mágica boa!/Meu amor, cadê você?/Olê, olê, olá/Ê, você, olê, olá/Olê, olá que é pra canoa não virar/E a vida boa na cabeça vadiar/Coração/Será que tá boa?/Na paz depois/Depois na paz/Eu quero mais/Aonde você vai/Meu sonho vai/Meus sonhos vão/A parte quente que pressente a sua mão/Meu coração/Você que faz a minha vida variar/Tá na luz que passa pelo ar/Passa também pelo meu, seu, olhar/Ai, morena,Abraça se eu chorar/Que mágica doida!/Meu amor, cadê você?/Olê, olê, oláÊ, você, olê, olá
(*) Domingo, atrás da fobica. Jamais será esquecido.

A parte ruim

CARNAVAL 2007

"Eu vou torcer pela paz, pela alegria, pelo amor". Deixa disso, meu povo!

A parte boa

CARNAVAL 2007
Tem gente que faz jus à estampa que carrega

Pra Rosana Zucolo

VEM PRA BAHIA, PRÓ!

Quinta-feira de Carnaval no circuito Dodô

Pra Seu Ari

ABAIXO BORORÓ!

Depois do Babado Novo, é a maior armação carnavalesca de todos os tempos. Fazer o que... quem paga sai na Band. Dou ponto pra Armandinho que puxou o trio com a parentada e o violonista novaiorquino (e multiinstrumentista) Ted Falcon. Um arraso!!! Tá vendo, Seu Ari, sinta vergonha não. Sinta é pena da paulistada que deu as costas e cortou a transmissão enquanto a fobica passava. É que Armandinho não paga pra Cléo Pires e Gianechini erguerem o indicador direito pro alto aos pulinhos. É que Armandinho não fez a mínima questão de cumprimentar a japonesa-loira-bigbrodiana, Sabrina Sato, nem muito menos o agitador de palco Otaviano Costa. Também não deu nem tchun pras 12 câmeras virtuais do Terra. Passou reto, virou a cara e, creio eu, só não deu dedo pq todas as falanges, falanginhas e falangetas estavam devidamente ocupadas nas cordas da guitarra baiana. É que Armandinho antes de qualquer coisa ainda quer fazer carnaval de verdade. Sabe como é, aquele carnaval lá que o senhor já deve ter brincado vestido de mortalha junto com Denis. Aquele carnaval do "verdadeiro enxame, chame chame gente". O carnaval da "mágica boa... meu amor, cadê você? Olê, olê, olá. Ê, você, olê, olá". O carnaval que o Asa não arrêa. O carnaval que eu só conhecia de ouvido, ao som de comentários saudosistas feitos por meus pais, feito por vocês dessa época ai.Mas esse ano, Seu Ari, pela primeira vez, aos 23, vi tudinho. OU melhor, ouvi e dancei. Fechei a pauta mais cedo só pra correr pra Ondina e pegar o trio. Dancei de me acabar. Eu e toda turminha da casa dos 20 que estava em Ondina, incluindo boa parte da reportagem (também da casa dos 20) do Correio da Bahia, da TV Bahia, TVE e do A Tarde. A turminha que se fode de trabalhar sem receber jabá. Que veio da década de 80 mas carrega (não sei pq) uma aura lá da época de vocÊs. Que é jornalista por ofício e não por status. Todo mundo adiantou a pauta pra correr atrás do caminhão. Sem confusão, sem briga, com ânimo e empolgação. E muita cerveja, é claro! Mesmo tendo pauta no dia seguinte. Fomos ao som de Villa-Lobos, bolero de Ravel e tudo de bom composto por Armandinho, Dodô, Osmar, Morais Moreira, Caetano, Gil, Fausto Nilo, Pepeu Gomes e a louca da Baby. Músicas de Brown e Margareth também ganharam versão especial ao som da guitarra baiana. Olha, eu amei. Todos que estavam na rua amaram. Agora já vou poder me incluir na conversa de vocês. E digo mais: paroano, se continuar refém das pautas carnavalescas, vou sair no Cortejo Afro. Eu e a turminha. Todos vestidos a caráter. Uns já sairam de Gandhy esse ano. Bora nessa? Bora Denis, bora Carminha. Até a Pró já tá pensando em colocar no orçamento dela de verão.

18 de fevereiro de 2007

A música

CARNAVAL 2007
QUERO A FELICIDADE (Daniela Mercury e Manno Góes*)
Quero toda a alegria que há/Quero quadros vermelhos/Quero tudo que se tem pra trocar/Que seja verdadeiro...Dinheiro não! /Barracos por casas e histórias pra contar/Roupa bem lavada e um colo pra ninar!/Massa feita em casa, puro fado pra cantar/Paredes pintadas e uma moça pra dançar/ Quero pátria, quero chão/Quero a massa, quero a nação/Quero sexo, quero paixão/Quero arte, quero pão/Quero a felicidade, quero a felicidade/Quero a felicidade, quero a felicidade/Quero toda a alegria que há/Quero quadros vermelhos/Quero tudo que se tem pra trocar/Que seja verdadeiro... /Músicas por palmas/E a beleza da canção/Redes penduradas/E um bordado de coração/Uma namorada/E uma carta escrita a mão/Liberdade por nada/E a esperança que não morre não/Quero preto, quero branco/Quero beijo, quero tanto/Quero família, quero amizade/Quero leveza e honestidade/Quero Maria, quero João/Quero igualdade, indignação/Quero verdade e sabedoria/Pra enfrentar o que nos desafia/Quero a felicidade, quero a felicidade/Quero a felicidade, quero a felicidade/Quero amor, quero abraço/Quero poesia, esperança e generosidade/Quero o que? Quero o que?/Quero o que?/ Quero o que?Quero igualdade, quero o que?/Quero o que? Quero o que?/Quero o que? Quero a Verdade!/Quero o que? Quero o que?/Quero o que? Quero o que?/Quero Amizade!/Quero a felicidade, quero a felicidade/Quero a felicidade, quero a felicidade
(*) Finalmente uma música decente feita pela turminha do Jammil. Faz tempo que não ouço uma música cantada por Daniela tão bacana. Me surpreendeu saber a parceria com Manno Góes, "cantor" que já critiquei (e não retiro) inúmeras vezes. E pensar que a mesma criatura que compõe "Sou praieiro", "Lança-lança" deu o tom dessa canção, que, pra mim, bem que poderia ser eleita a música do carnaval. Mas pelo visto quem vai levar é o Asa com a infeliz "Quebraê". Triste letra que enlouquece os foliões quando toca na avenida. Deve ser culpa da sonoridade. Visto assim, Durval tem sorte. De tão pedida até Ivete teve que cantar de última hora com papel em punho lendo cada verso da música (pelo visto não ensaiada). A Manno, só me resta pensar que houve um surto de lucidez ou então que as outras composições não passam de descaração. Algo do tipo: empurra qualquer que o povo engole. Eu vomito. Com exceção para esta canção. Na minha opinião, bela.

15 de fevereiro de 2007

Celebrar

Sem muito o que declarar, hoje, 23!

"Celebrar, é assim que tem que ser... Maioral, é assim que é... Mão na cabeça e o foguete no pé, samba makossa tem hora marcada, é da pesada, samba, samba, samba, samba, samba, samba"


12 de fevereiro de 2007

Xis!

Dia 3 de fevereiro, no Rio Vermelho.

11 de fevereiro de 2007

Domingo

"Mas alguma coisa acontece,
no quando agora em mim"
[Caetano Veloso]

8 de fevereiro de 2007

Sintonia

I'm a living sunset Lightning in my bones Push me to the edge But my will is stone
Cause i believe in a better way Fools will be fools And wise will be wise But i will look this world Straight in the eyes I believe in a better way What good is a man Who won't take a stand What good is a cynic With no better plan I believe in a better way Reality is sharp It cuts at me like a knife Everyone i know Is in the fight of their life I believe in a better way Take your face out of your hands And clear your eyes You have a right to your dreams And don't be denied I believe in a better way I believe in a better way I believe in a better way
(Ben Harper)

7 de fevereiro de 2007

Sai pra lá!

Antes que o circo pegue fogo, lá de longe, o cheiro de fumaça apita no nariz dos sensíveis

Certa vez, pouco antes de completar seis anos de idade, minha mãe me falou que não era boa coisa agir sem sinceridade com as pessoas, sobretudo com os amigos. Me ensinou também que para ser feliz nessa vida é preciso cuidar do próximo, estabelecer relações saudáveis com as pessoas que estão ao nosso redor, além de banir da alma a prática de atitudes medíocres. Semear a paz, cultivar o amor. É que para cada ato mau pensado, há-de vir uma resposta incisiva e sem recompensa.

Ora, a vida de quem não ama é vazia. A vida de quem jamais foi amado é amarga. O descontrole de quem ama por obcessão fere mais que uma arma. O amor viciado beira a morte. Perigo mesmo é quando se ama por submissão. Ai perde-se a noção de tudo. O mundo vira ao avesso e os referenciais que levam à dignidade são abolidos. Optar pelo certo ou pelo errado já não convence mais já que a única coisa que satisfaz é obcessão por ter.

Fuder com a vida de alguém é perda de tempo. Não adianta pisar hoje porque certamente lá na frente há-de retornar com a mesma intensidade. Não é mau agoro. É a lei cósmica de causa e efeito. A física explica.

6 de fevereiro de 2007

Pensamento

A vida dá rasteira em meninas más

Dádiva

Morenos: 1, 2, 3...

5 de fevereiro de 2007

2 de fevereiro

Rio Vermelho, assim que amanheceu.

2 de fevereiro de 2007

Marisa Monte






















Semana passada, no Red River.
A artista mais educada que já fotografei.

Ben Harper

Algumas pautas são de doer o estômago. Nessa de viver infiltrada em duas indentidades - ora como fotógrafa, ora como repórter tenho notado algumas diferenças cruciais nas duas atuações. É que repórter se perder a cena pode pescar tudo do coleguinha que estiver do lado. Mas e o fotógrafo? Se perder a cena, faz o quê???
Ben Harper no aeroporto, por exemplo. Dribla engarrafamento, corre pra lá, volta pra cá, pergunta a um, a outro. Ninguém responde. Ninguém viu, ninguém sabe. Vôo? Horário? A única certeza era o local de embarque: Rio de Janeiro. Pergunto a Infraero: nada. A faxineira: nada. Procuro coleguinhas de outras mídias: nem sinal. Apelo pra central de atendimento: balcão às moscas. Só resta pensar: putz, me ferrei! Daí a redação começa a ligar a cada cinco minutos: cadê o cara? Como não chegou? Dê um jeito ai. Temos um buraco na primeira página. Acho bom você arranjar logo uma foto desse surfista. Parêntese: a duas horas do fechamento da edição, o termo "acho bom você dar um jeito" é uma forma educada de dizer: se você não conseguir, sua cabeça vai rolar. Nem se engane que o eufemismo não é nem de longe um conselho e sim uma ordem que deve ser executada. Nesse momento, após encarar duas noitadas internada no Festival de Verão (lembrando que ainda restavam outras duas), a base de junkie food e deadlines sufocantes pra cumprir, é praticamente inevitável não bater a famosa caruara. A cada pico de nervoso, o estômago apitava. Até que sem esperar, ouço um sussuro no pé de ouvido: "Oi. Cê tá atrás do Ben? Uma amiga minha tá no mesmo vôo que ele. Era pra chegar às 20h, mas vai atrasar mais de uma hora", despacha um sujeito anônimo. Será?, penso. E antes mesmo de rebater com uma outra pergunta o sujeito some entre os passageiros. Espero, espero, espero... e nada! Até que na escala de vôos aparece um vôo da Gol vindo do RJ. É minha última chance só pode ser esse, falo pra mim mesma. Desce cachorro, gato, papagaio, piriquito... olho ao redor: ué? Cadê a tv Bahia??? Ai ai aiiiii... é zebra. A tv Bahia deve tá fazendo exclusiva com a cara lá nos fundos, onde só eles têm acesso, que nem na vez do U2, especulo na paranóia de a essa hora já ter levado um puta furo. Mas... que jeito! Tô aqui, vou até o fim só pra ver quem foi o infeliz que fez a bendita imagem que, de alguma forma, vale o meu emprego [foda!]. O segurança dá uma brecha, daí eu passo de fininho pro setor das malas. De lá, fico abaixadinha, bem na espreita, esperando o cara que não vem nunca. E, de repente, como uma luz que aponta no fim do túnel, vejo um morenaço, de chapeuzinho de couro. POr causa das tatuagens a mostra, imposível de confundir. Aponto a máquina e disparo uma seqüência de cliques até ser barrada pelo produtor: quem deixou essa pessoa entrar aqui? Tenho contrato exclusivo com a Rede Globo, não pode. Gesticulou aos berros. Mas antes que qualquer segurança me puxasse a força, Ben Harper, o cara que tanto esperei chegar, veio saber o que estava acontecendo. E, para minha surpresa, o cantor-surfista [autor de um som que eu me amarro horrores], gentilmente permitiu que as imagens fossem feitas. Daí já tinha até berimbau no saguão de desembarque pra receber o rapaz. Fotos, fotos, fotos, muitas fotos. Um cartão inteiro só dele e sem concorrentes por perto. De recompensa, um singelo "ok" da redação acompanhado de uma puta dor de estômago que só cessou depois da coletiva com D2 horas depois no Parque de Exposições.
Fotos a parte, talvez esse seja o tipo de pauta que mais pira minha cabeça. Ao contrário do que muitos pensam, é constrangedor sim [e muito!] enfiar a lente na cara de uma pessoa sem a prévia permissão. E quando a pauta surge na redação a primeira coisa que penso é: não dá pra ser outro fotógrafo, não?!?!
A questão é que esse constragimento dura pouco mais de um segundo. Tempo suficiente para Tássia, versão fotógrafa [aquela que aparece sempre que a máquina está em punho], tomar o espaço de Tássia, aquela que é apenas um hiato crescente acentuado na primeira sílaba, aquela que não dispensa uma praia com os amigos nem uma partida de sinuca nem uma boa cerveja gelada. Essa versão [original] se contentaria em assistir o show espremidinha ao lado de outros milhares de fãs com a diferença que no dia seguinte seguinte já teria passado pro iPod o set list do show pra ir ouvindo a caminho do trampo.
POis... acreditem... fotografar, pra mim, chegar ser um estado de espírito além da realidade que ocupo como mera cidadã. O foco principal é o compromisso de fazer. Mas isso é um outro assunto [longo, diga-se de passagem] e merece ser discutido em um outro post.
É isso, curtam aí, Ben Harper exclusivo pra vocês.