10 de setembro de 2008

São Paulo é um surto vez ou outra chamado realidade.

E de repente...

tive uma paixão súbita por São Paulo.
Registro aqui uma confissão.
São muitas idas e vindas, nos últimos anos, a essa cidade perdida. Talvez seja isso. Mas não vou forçar uma explicação. Dessa vez, simplesmente me tocou o coração. Acho que foi aquele vento gélido segunda à noite penetrando na minha nuca sem respeitar o cachecol. Ou então a menina de elegância discreta, de bicicleta numa rua de pedrinhas, esquina com a Mourato Coelho, fazendo pose debaixo de um ipê lilás florido. Lilás com cinza e pedrinhas: uma bela composição. Ou o som das rodas do skate cortando o asfalto sem freio. Nessa cidade, inesperadamente sempre se aproxima um rapaz de skate. E teve o casal deslizando de patins domingo a tarde na Paulista. Se bem que me chamou mais atenção o rapaz bonito, mochila nas costas, patins no pé, sacola de compras equilibrada na mão esquerda ao lado daquele monte de carros na Augusta. E o foggy-poluído falso simulacro londrino que não me deixou ver as montanhas lá no fundo. E o pedaço de pizza banhada por uma Original, de sobremesa um punhado de amigos. Risoto de pera com gorgonzola no bistrô... hummmm, inesquecível. Linha de Passe, Lemon Tree. Água com gás é no cine Reserva. Coisinhas eletrônicas baratinhas na Santa Efigênia. Material de fotógrafo gente grande bem carinho na 7 de abril. Paixãozinha boba, que nem as de menina: acaba logo na esquina. Eu sigo.

7 de setembro de 2008

Lembrança do dia

inspirado em Mia Couto

Em Luanda, nada necessita de entedimento.

4 de setembro de 2008

O fluxo da vida

Há um fio condutor que estrangula a minha rotina. É uma linha tênue e discreta, fininha, quase imperceptível. Todos o tem. E a forma como funciona dizem que é normal. Tenho dúvidas, contesnto. Chamo de linha da vida. Me empurra prum lado depois pra outro. Linha bamba de equilibrista, às vezes é difícil manter o passo firme. Às vezes percorro o trilho de olhos fechados, dou pulos e me empenduro com a mão. Com freqüência, feito um novelo de lã, dá voltas nos meus pés, sobe pra cabeça e, quando menos espero, fico louca. As horas passam voando, o dia vira noite antes do almoço. Elimino os diálogos em casa, fico tensa, quase não vejo os amigos. Horas e horas e horas debruçada sobre projetos com prazo prestes a expirar. Horas e horas e horas implorando pra tudo terminar. Quando cheguei de Angola, jurei de pé junto, no pé da cama, diálogo com olho fixo na imagem do santo, que isso ia mudar. Dar tempo ao tempo. E pensar que durou menos de dois meses. Aproveitar o dia, dormir à noite. Fazer, pelo menos, três refeições por dia. Aposentar o corretivo e o pó compacto, abusar apenas do rímel. Tomar um bronze regular com água de coco. Ver o dia mudar de cor e, perfeitamente, só levantar da cama quando o corpo autorizar. Ler mais, falar menos. Treinar momentos em silêncio. Fugir do ócio sem precisar se enforcar. Peixe contra a maré? Pior do que isso. É o mundo te empurrando com garras de lince invisível. Sei do perigo, quero me libertar. Só não descubro por onde começar.

2 de setembro de 2008

D'A Câmara Clara

O barulho do tempo não é triste: gosto dos sinos, do relógios -- e lembro-me de que originalmente o material fotográfico dependia das técnicas da marcenaria e da mecânica de precisão: as máquinas, no fundo, eram relógios de ver, e talvez em mim alguém muito antigo ainda ouça na máquina fotográfica o ruído vivo da madeira.

Roland Barthes

Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Mário de Andrade

1 de setembro de 2008

31 de agosto de 2008

Papel e fósforo

Duas embalagens que guardo com apreço porque muito me agrada o design. Não sei de onde tiraram esse rótulo vermelho e fonte com cara de 1950. Curioso o adjetivo "alvo" - pra não dizer hilário. Só podia mesmo ser made in Salvador. A venda na barraquinha ali na esquina. O único defeito é não ter cola pra grudar as pontinhas. Nada que uma lambida caprichada não resolva. Já o fósforo é africano vindo de minhas andanças em Angola, embora a origem da produção seja a África do Sul.

De mis pasos

Julieta Venegas y Juan Son

28 de agosto de 2008

Divina fadinha











Me aparece em sonho e diz pra ir lá.Tem rosto bonito, mas não sei desenhar.

Porque prefiro Chávez a Lula*

A gasolina brasileira está no patamar mais caro do mundo, segundo levantamento da consultoria Airinc, especializada em pesquisa de preços globais. A pesquisa compara preços em dólar ao redor do mundo tendo como medida o galão americano do combustível (3,8 litros).

Hoje, o preço médio do litro da gasolina comercializada no Brasil é de R$ 2,50. Desse total, só ICMS, Cide, PIS e Cofins respondem por R$ 1,14. Em Salvador, pago R$ 2,66 ou R$ 2,69 por litro.

A gasolina mais barata do mundo é vendida na Venezuela. Com produção própria e subsídios do governo, o consumidor paga US$ 0,12.

(*) informações tiradas da reportagem Imposto põe gasolina entre a mais cara, publicada hoje na Folha de S. Paulo.

Quarta-feira











é downhill!

O gosto da vida









Tem dia que tudo fica com o sabor diferente. Até o pão com manteiga.

27 de agosto de 2008

Fascínio pelo espaço

Collide galaxies. Image of the day from Nasa.


Nestante tava ali espichada na varanda esticando corpo e espírito para avistar o planeta Marte a apenas 26 milhões de quilômetros da Terra. A distância mais curta registrada nos últimos 59 mil anos. E láestava o planeta vermelho brilhando forte feito prata bem lustrosa, mostrando-se diferente de qualquer estrela. Esperei a lua mas não consegui avistá-la. E pensar que Marte é o planeta mais próximo da Terra e, portanto, o próximo objetivo humano no espaço, depois da Lua. Sei não... fosse eu uma marciana manteria distância de toda essa loucura.

26 de agosto de 2008

Divino Gil

À vontade num quarto de hotel na Finlândia. Gravado num celular.

Esse jeito de ser Gilberto Gil me emociona.

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24 de agosto de 2008

Fim de semana

é downhill.

23 de agosto de 2008

Sábado


Hoje o dia terminou com um cinza estranhamente bonito. De tom fechado, daquele que indica princípio de tormenta, mas sem ser amargurado. Parecia uma lavagem. Vi uma nuvem densa e longa com um fim de tarde prateado por cima das dunas da Praia do Flamengo. Senti saudade.

21 de agosto de 2008

My favo

all.we.need

18 de agosto de 2008