8 de setembro de 2009

Doçura camuflada, pense nisso


Não é a toa que, segundo o IBGE, o excesso de peso na população brasileira já é um problema de maior magnitude do que a desnutrição. Esses quadradinhos brancos representam a quantidade de açúcar que a gente ingere quando toma um inocente copo de coca-cola com sanduíche ou acarajé. Uma latinha (355ml) possui 39g de açúcar, a garrafa média (600ml) tem 65g e a garrafa de 1 litro, 108g de açúcar. Cerca de 40% da população brasileira consome açúcares de adição (adicionados artificialmente nos alimentos) acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mais informações aqui #imagem bacana

Maria Pandeiro













Jijo toca pandeiro
e o meu coração.


7 de setembro de 2009

Prazo é prazo, feriado é obra divina [e não se fala mais nisso]

Final de semana decente começa sexta e só termina segunda perto da meia-noite. Valeu 7 de setembro! Vontade de ficar aqui postando loucamente. Quatro temas estão inquietos na minha mente. Poderia parir um a um, sem muito esforço, mas agora não posso parar - no apagar da luzes, é hora de trabalhar. Fiz um pequeno rascunho na tentativa de amarrar a criatividade. Um pedaço de papel pode salvar uma mente esquecida.

4 de setembro de 2009

E-books e a morte do urso polar*

Acho sórdido impulsionar a venda de e-books sob argumento de ser uma medida ecológica altamente necessária. Falso, praticamente uma chantagem emocional. São poucas as árvores que viram livro. A maioria vira bife. A produção de eucalipto é um plantio muito específico, com uso controlado do solo, salve exceções, não está necessariamente relacionado ao desmatamento mundial. Diferente da triste sina da nossa floresta Amazônica. Boa parte do desmatamento no Brasil ocorre para a criação de gado, com forte emissão de CO2 gerado pelas queimadas - aberturas na vegetação para a formação de pastos. Além disso há um componente muito pouco falado, altamente prejudicial ao meio ambiente, cuja origem chega a ser hilária - o pum da vaca. É, meus caros. Boa parte das emissões de metano na atmosfera é provocada pelos gases expelidos pelo sistema digestivo dos bovinos. Em outras palavras, a vaca é predadora do urso polar.

A redução das calotas polares está diretamente relacionada ao pum da vaca
Charge: Ramón, El País

Tem um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação [FAO] muito interessante sobre o assunto. Recomendo a leitura, chama-se "The Livestock Long Shadow: environmental issues and options". Segundo a FAO, 18% da emissão de todos os gases causadores do aquecimento global são gerados pela indústria de carne. E não só isso. A criação massiva de animais para consumo humano é o centro de quase todas as catástrofes ambientais [destruição de florestas, perda de diversidade, extinção de espécies e de habitat, desertificação, escassez de água doce, poluição do ar, do solo e da água, chuva ácida e erosão do solo]. O vídeo Meatrix também traz uma abordagem e reflexão interessante sobre o tema, inclusive denunciando o surgimento de doenças esquisitas, como a gripe aviária.

Muito provavelmente em pouco tempo estarei usando e-book. Tenho interesse em adquiri-lo, assim como fiz com o iPod. Tenho gosto por eletrônicos. A livraria Barnes and Noble, considerada a maior do planeta, já tem disponível um catálogo eletrônico com mais de 700 mil títulos, contra 345 mil oferecido pela Amazon. Para uso pessoal, penso na portabilidade no caso de viagens, por exemplo. Algumas vezes já paguei excesso de bagagem por causa do peso dos livros. Seria ótimo compactá-los num arquivo digital.

Só não sou a favor do terrorismo. O e-book não substitui o livro de papel, assim como os jornais online não substituem os impressos. Até o fim dos meus dias, farei questão de ter meus livros de papel. Ler no monitor cansa as vistas e não tem 'aquela aura' romântica. Ainda sonho em ganhar uma dedicatória de Saramago, para mim, teria mais valor que um rubi. Além disso, nada mais charmoso que ter uma estante com os autores prediletos no canto da sala. Nada mais relaxante que folhear García Marquez tomando chá, esparramado no sofá. E não há nada mais confortante do que ter sempre um bom livro de cabeceira, verdadeiro amigo para todas as horas.



(*) Não sou vegetariana nem carnívora inveterada. Como carne, no máximo, três vezes por semana, em uma refeição por dia. Papel, é reciclado. Na impressora, caderno, agenda, bloco de anotações etc. Reconheço que posso reduzir o tempo que gasto debaixo do chuveiro. Reutilizo e dou novas funções a cacarecos de plástico. Minha bandeira é pela minimização coletiva de impactos ao meio ambiente. Até o fim do ano tenho que convencer meus pais em separar o lixo doméstico.

1 de setembro de 2009

Setembro dos carurus













E começa na Bahia,
o mês dos santos gêmeos.
Cosme e Damião,
Doun.
Ibejis.
Quiabo, dendê e muitos doces para você.

Romance feelings

Feito para mim sob medida.
Essa faz parte das imagens bacanas que prometi publicar por aqui.

#fotojornalismo

1º semestre da faculdade. Anos e anos atrás.
Recebi esta foto por email hoje. Nunca tinha visto.
Quadradona...
Professor Neto e sua invejável Roleflex.
Tem uma coisa encantadora aqui: a magia do começo,
Estampada em cada rosto, ainda que incerto.


P.s.: Bito lááááá no fundo com Diógenes. Reconheci pelo cabelo.

Fotojornalismo e a busca pela essência perdida

Não costumo publicar aqui no blog textos de jornais na íntegra, mas hoje é necessário uma exceção. É de fundamental importância cada linha abaixo para entender as dificuldades do fotojornalismo diante da expansão dos meios de comunicação na Internet. Contradição? Graças as digitais todo mundo pode fotogafar e publicar. É inegável, temos muito mais acesso ao que acontece no mundo. Mas e a qualidade do que vemos? O instante perfeito parou em Bresson. Antes de apontar a câmera vale a pena perguntar: por que? Porque fotojornalismo é vida. E vida isolada num moldura carece de contexto.



Abril de 2008. 7 de la mañana. Yadhu tiene cuatro años y fabrica ladrillos. La foto forma parte de un reportaje de Luca Catalano Gonzaga sobre niños que trabajan haciendo ladrillos, y que ha ganado el premio de la organización CARE de este año al mejor reportaje humanitario. >> outras aqui

Fotoperiodismo en la UVI

El festival Visa pour l'Image pronostica un preocupante futuro a la profesión

Es un enfermo que comienza a necesitar respiración asistida. Los males del fotoperiodismo son múltiples: la crisis, la competencia de Internet y los problemas económicos de las revistas, cada vez menos dispuestas a invertir un dinero que se esfuma en esta coyuntura adversa. Y sin embargo, Jean François Leroy, director del festival Visa pour l'Image de Perpiñán, reivindica la necesidad del fotoperiodismo más allá de las estrellas banales y efímeras.

A este festival se le conoce como "el Cannes del fotoperiodismo". Pero, desde que arrancó hace 21 años, los objetivos no buscan las estrellas sobre la alfombra roja. Es la cara más cruda del mundo lo que intentan mostrar -e interpretar- las imágenes de las 28 exposiciones que pueblan Perpiñán hasta el 13 de septiembre.

En efecto, Farah Dibah es la única celebridad rosa que aparece en los centenares de fotografías expuestas en espacios religiosos que la ciudad francesa ha reconvertido en salas de exposición. La imagen la firma David Burnett. Fue tomada durante la revolución de Irán que acabó con la salida del país del Shah de Persia ahora hace 30 años.

Burnett es uno de los veteranos del Visa, como Françoise Demulder y Abbas. Éste descubre los trabajos de preparación de su libro In the name of who?, en el que retrata el mundo islámico desde el 11-S. Y Françoise Demulder, la modelo que se hizo fotoperiodista, se fue a Vietnam y captó la entrada de los tanques norvietnamitas en Saigón en 1975, protagoniza la retrospectiva del festival. Demulder, fallecida el pasado diciembre, fue la única en captar esas imágenes de la derrota de EE UU.

Los tres atestiguan la época en que "grandes revistas como Life mezclaban a Lauren Bacall y Humphrey Bogart con la Guerra de Corea", como rememora Leroy. "Hoy, Letizia o Carla Bruni lo acaparan todo. Y la razón es simple. Obtener noticias de verdad es muy caro", añade.

"La profundidad cuesta dinero", coincide Alexandra Avakian, que trabaja para National Geographic y presenta en Perpiñán sus "memorias visuales" en el libro Windows of the soul, también centrado en el mundo islámico, uno de los protagonistas de la edición. Avakian denuncia que, por todo un reportaje, las revistas pagan hoy lo que cuesta un hotel en el país donde se elabora. O que pretenden imponer tarifas planas para comprar imágenes. Los lectores, además, se han acostumbrado a la gratuidad con Internet. Así que Avakian sólo tiene una palabra para definir la situación: "Desastrosa".

Sorprende la confianza que ambos tienen en que la profesión aún existirá de aquí a 10 años. No saben decir cómo lo logrará, pero los últimos pasos de Avakian parecen sugerir que el futuro pasa por un divorcio entre la prensa y los fotógrafos, que se buscan la vida por otros caminos. Esta norteamericana, por ejemplo, se pudo trasladar a Bosnia para captar los efectos de la guerra gracias a un trabajo que le facilitó allí un diseñador de moda. Otras veces ha trabajado con diversas ONG.

Este divorcio lo ha consumado una de las promesas del festival, Miquel Dewever-Plana. "Antes de tomar una foto, me pregunto por qué y para quién la hago", dice, y nunca es para la prensa. Fue la Casa América de Cataluña quien publicó en un libro su primer reportaje sobre la violencia en Guatemala. Y es, entre otros, el millonario filantrópico George Soros el que ha pagado el trabajo que presenta en Visa sobre las tribus urbanas que perpetúan la violencia en el país centroamericano. Espera publicarlo en otro volumen y repartirlo en las escuelas guatemaltecas. "En la prensa, las imágenes perecen en 10 minutos", dice Dewever. "Yo prefiero devolver las fotos a los que se las he robado, darles un instrumento con el que reconocerse" y reflexionar sobre la pregunta más difícil, importante y más olvidada: ¿Por qué?

Las fotos del Visa buscan los porqués a la crisis en Pakistán (Sarah Caron, entre otros) o en Somalia (Pascal Maitre); a la violencia en el Congo (Dominic Nahr) o al narcotráfico en México (Jérôme Sessini). Leroy asegura que no lo ha tenido fácil a la hora de seleccionarlas. "Nunca había visto una producción tan pobre como la de este año", añade. "Recibo unos 4.000 trabajos al año y 3.000 de ellos son mierda. No se trata de hacer sólo buenas fotos: la información interesa cuando se presenta en su contexto".

Buscar ese contexto es para los fotoperiodistas de hoy difícil, pero también más importante que nunca para proteger su estatus profesional en un mundo donde florecen Flickr y Fotolog. "Con lo digital, cualquiera se puede sentir fotógrafo", explica Devewer-Plana. "La diferencia sólo se ve en el trabajo a largo plazo".

Hay reticencias, pero la Red ha puesto un pie en el Visa este año. Junto a los premios al mejor artista joven, que ha ganado Marcello Berrutti, un galardón reservado a las mujeres, que se ha llevado Justyna Mielnikiewicz, y otra distinción al mejor reportaje humanitario que ha recaído en Luca Catalana Gonzaga, este año se premiará por primera vez al mejor webdocumental.

Y es que Internet es una oportunidad si se usa bien y de forma profesional, asegura Leroy. ¿Y qué papel tienen las aportaciones de ciudadanos anónimos, como aquellos iraníes que colgaron en la Red los retratos de la violencia contra las recientes protestas iraníes? Leroy es tajante: "Una foto así nunca será expuesta en Perpiñán".

31 de agosto de 2009

Parem os carros

Preciso andar de ônibus.
Já não aguento mais passar boa parte do dia enlatada, lacrada num carro. Engarrafada.
Perde-se muito tempo nos engarrafamentos.
São minutos e minutos destinados ao nada.

Av. ACM, Salvador - BA

Enquanto isso, a pança cresce.
Os nervos endurecem.
Odeio me sentir engarrafada.
Poluidores de nós mesmos.
Tamanha contradição: semáforo verde - e a vida pára.
A gasolina evapora, o joelho dói e o ânimo embrutece.
Preciso andar de ônibus, é o meu mais sincero pedido.
Não um ônibus qualquer, como esses vários precários que circulam loucamente na cidade.
Por amor à minha saúde, solicito um sistema de transporte público digno.
Com ônibus no ponto na hora certa, passagem acessível, espaço para todos e segurança garantida.
Que me leve ao trabalho com conforto todos os dias.
Direito de ir e vir.
É o mínimo que se pode pedir numa sociedade falida.

25 de agosto de 2009

Aceita um gole?



















Um pouco de cor para a vida.
Eternamente em cima do baú, ao lado da cama.
É. Eu tenho um baú.
foto © 2009 Tássia Novaes

24 de agosto de 2009

Afinal...

... quem não brincou de playmobil não teve infância.
Ainda que não seja apologia.

Sempre encontro umas imagens muito divertidas. Salvo tudo numa pasta chamada "have fun"- às vezes não são mensagens necessariamente engraçadas, mas simplesmente 'bem pensadas'. Acabou virando um grande arquivo morto sem serventia. Do que adianta dar risada sozinho? Decidi que vou postar as melhores. Quem sabe um de vocês não ri junto comigo. Have fun!

Miss Nerdizinha Ecológica_




















Key bag por João Sabino

Reutilizando utensílios não duráveis, que, em poucos anos, viram cacarecos poluidores. A primeira vista me pareceu meio ridículo. Mas depois de olhar duas, três, quatro vezes, a causa me convenceu. Aqui em casa tem dois teclados abandonados e dois em uso. Com frete para o Brasil sai pela bagatela de 130 euros. Ooops.

Paredes invisíveis

[clique na imagem para ampliar]
Já diz a sabedoria popular: quem não se comunica se complica

20 de agosto de 2009

"Livrai-me da injustiça,
que dos malfeitores me livro eu"

Millôr Fernandes

19 de agosto de 2009

É mwangolé, pá!



Não fosse a latinha de Cuca - cerveja local - e os elefantes na moldura ao fundo, eu diria que a família de Springfield tomou um bronze no Porto da Barra e as crianças customizaram o cabelo num city tour no Pelourinho. Parece Bahia, mas é Angola. "Os Simpsons" versão mwangolé foi criado para marcar o início da exibição em Angola, no canal africano Bué. Pra ficar autêntico mesmo, na abertura, o carro de Homer tinha que ser trocado por uma candonga. Ai, ai... Margie fazendo compras no Shoprite. Bué de saudade.

17 de agosto de 2009

5 de agosto de 2009

Sol-das-almas

Sempre tive dificuldade em colocar título em fotos.
Uma imagem, um momento, congelado numa moldura há muito o que dizer.
Seja fotografia noticiosa ou abstrata. Incluo também os retratos.
O pesadelo do título sempre vinha a cada nova fotografia.
Por que limitá-la em poucos caracteres?
Cheguei a pensar que seria "criminoso" colocar título em fotos.
Para mim, era como se estivesse restringindo a possibilidade de quem vê [a foto] viajar numa interpretação diferente da minha.
O que eu vejo não é necessariamente o que você vê.
Se aponto um ponto fixo e olhamos juntos para o mesmo lugar, pode ser bem diferente a nossa percepção.
E o que você vê é de fundamental importância: acrescenta em mim.


Hoje, de forma diferente e inesperada, ganhei um título.
Junto com ele, versos que traduzem uma sutil sintonia.
Republico a foto e como novidade a poesia de Carmezin.


















Carmezin

os paralelepípedos merecem
o caminhar de pés descalços

e a alma, nua,
descansa sentada sob o banho de amarelo

a rua da saudade
é soldada por amores
rascantes

enquanto as folhas singram
e sangram de levinho
- sente-se, tome um vinho

quando a luz cair
é tempo de retomar
o que nunca clareia
essa areia no sapato
rua-rua-rua
de saudade

[me gusta] Clichê

3 de agosto de 2009

O fim do texto polido e o início de qualquer coisa

Pressa, preciptação. Irreflexão.
Eis aqui o grande pecado cometido por nós, blogueiros (não gosto dessa palavra).
A blogosfera (quê?) é a maçã vermelha mordida no paraíso.
Temos o mundo nas mãos.
Ganhamos autonomia, liberdade.
Sepultamos de vez a fragmentação da rotina produtiva.
Tudo se concentra em uma só pessoa: o autor.
Adeus, sr. editor.
Penso, escrevo e publico.
Finalmente a palavra é minha.
Apenas minha. Do início ao fim.
Seria a glória não fosse a incapacidade do ser humano de sobreviver isolado.
Da mesma forma que precisamos do gari para recolher o lixo que acumula na porta da nossa casa todos os dias, quem escreve precisa de um revisor.
O pai do texto fatalmente sofre de cegueira crônica.
Sozinho, não é capaz de enxergar as virgulas que ficaram fora do lugar.
É o que percebo toda vez que releio minhas postagens com mais de um mês de publicação.
Sempre há um tropeço, no mínimo, levemente comprometedor.

Não que a pretenção seja um Cem anos de solidão a cada post.
Longe disso. Bem longe disso.

Ainda sim estou convencida.
Publicar sem revisar é sacrificar o texto.
E blogar é a aflição do pensamento.

Não sou um panda

Quase 1 mÊs sem postar.
Pensar é preciso.